Painel do Mundo
Por Robson Marfa (10/08/2026)
Transformação digital

O tema sobre transformação digital é impactante e, todas as vezes em que se toca neste assunto, traçam-se dois pontos muito distantes: do analógico ao digital. Porém, meu grande sonho, por ser um profissional de TI e, claro, de todos que não somente jogam nosso esporte, mas também fazem a administração necessária, é fazer uma revolução na gestão do futebol de mesa brasileiro e, quem sabe, internacional.
A história de uma modalidade esportiva como o futebol de mesa não se escreve apenas dentro das quatro linhas (nos múltiplos tipos de piso de madeira). Ela se constrói, fundamentalmente, na solidez de sua gestão e na capacidade de se adaptar aos novos tempos, pois é a realidade. Para a Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM), os últimos 15 anos não representaram apenas a passagem do tempo, mas uma verdadeira metamorfose tecnológica.
O salto de uma era
Há pouco mais de uma década, o cenário era de resistência e esforço manual. Nossos controles de competições, cadastros de atletas e registros históricos sobreviviam em arquivos de texto estáticos, muitas vezes dispersos e vulneráveis. Era um período de "gestão heróica", em que a paixão pelo esporte supria a falta de ferramentas adequadas. Hoje vivemos uma realidade distinta. A transformação digital deixou de ser um projeto de futuro para se tornar o alicerce do nosso presente. Saímos da fragilidade dos arquivos isolados para a robustez de uma plataforma informatizada que centraliza a inteligência do nosso esporte.
O BID e a profissionalização
O grande marco dessa nova era é a implementação do Boletim Informativo Diário (BID), materializado no sistema Starbust em parceria com a empresa Nossa Equipe. Mais do que um sistema de registro, o BID representa a segurança jurídica e administrativa para federações, clubes e atletas. Ele garante que a trajetória de cada botonista seja documentada com precisão, conferindo transparência e oficialidade às transferências e filiações. Ainda temos que melhorar muito nosso processo de registro, mas já começamos o mindset das janelas de transferências semestrais. No início foi complexo chegarmos a um acordo, mas hoje existe um conceito bem forte e respeitado.
Um ecossitema integrado
A nossa visão de transformação digital é ambiciosa e abrangente. Estamos construindo um ecossistema que coloca o futebol de mesa na palma da mão do praticante e do dirigente. O objetivo é integrar, em um único ambiente, todas as dimensões do esporte:
- Gestão de Inscrições e Competições: Automação total, desde a inscrição no torneio até a súmula eletrônica.
- Ranqueamento em Tempo Real: Critérios objetivos e atualizações instantâneas que valorizam a performance técnica.
- Justiça Desportiva e Punições: Maior controle e transparência nos processos disciplinares.
- Comunicação e Notícias: Um portal de informações atualizado que conecta o fã ao atleta.
► Por que a digitalização importa?
A importância desse movimento vai além da conveniência técnica. A digitalização traz credibilidade. Quando um esporte consegue apresentar dados precisos, rankings confiáveis e processos transparentes, ele atrai mais patrocinadores, mais visibilidade e, consequentemente, mais novos praticantes. Estamos preservando a memória do nosso esporte enquanto pavimentamos o caminho para o seu crescimento profissional. Se há 15 anos dependíamos de documentos simples de texto, hoje caminhamos para uma gestão orientada por dados, em que a tecnologia serve ao talento dos nossos botonistas.
A CBFM segue firme no propósito de modernizar, conectar e valorizar cada vez mais o Futebol de Mesa brasileiro. O futuro do nosso esporte já começou — e ele é digital.
Biblioteca de "CBFM em ação"
Reler publicações anteriores
Carioca, botafoguense e analista de sistemas, Robson Marfa compreendeu cedo que o sucesso nasce da intersecção entre paixão e estratégia. Ao transpor o rigor do Processamento de Dados e a visão sistêmica de seu MBA em Gerenciamento de Projetos para o universo das mesas, Robson transformou a gestão do futebol de mesa nacional e continental quando presidiu a CBFM e hoje, quando comanda a Confederação Sul-Americana. Mas o gestor não caminha sozinho sem o atleta: a precisão que ele prega na governança é a mesma que o consagrou nas mesas de Sectorball, acumulando quatro títulos de Campeão Brasileiro, duas Copas do Brasil e um expressivo 4º lugar no Mundial de 2022.
....................................
marfa@mundobotonista.com.br
(021) 99896-9641







































